Às margens do desconhecido
Ao mesmo tempo em que sigo convicta sobre não dever me sentir culpada por estar me descobrindo de verdade, com toda minha carga emocional e de sentimentos não explorados, mas existentes e há muito abafados e negados, também sinto o peso emagador da dúvida sobre a assertividade de minhas escolhas. É difícil se descobrir e se "definir", ou só tentar, num processo que envolve terceiros. Eu não sei até que ponto estou seguindo o caminho que estou seguindo por mim ou pelos outros. A palavra "egoísmo" me persegue desde muito nova, quando minha mãe e seu companheiro definiam meus comportamentos da forma que eles enxergavam no momento, sem considerar ou perguntar o que eu estava sentindo sobre determinada situação ou circunstância. Isso, aos poucos, foi me condicionando a sempre buscar pela aprovação deles, mesmo que isso envolvesse negar minhas vontades e crenças, para que não fosse julgada e aquele adjetivo parasse de me seguir a cada frase que soltavam a meu re...